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Uma dama que aprecia arte em todas as suas formas. Repleta de sonhos, imaginação e poesia.

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sábado, 19 de maio de 2012

Caixinhas de Tic Tac (algumas ideias para reciclagem)

Eu estava vendo o blog da Anny (Anny's Daily) e encontre uma ideia muito legal para se fazer com caixinhas de Tic Tac. Usá-la para guardar grampos de cabelo.


A partir dessa ideia decidi buscar outras ideias para o que fazer com estas caixinhas.

No blog Mar Paper Art eu encontrei as caixinhas sendo usadas para guardar peças pequenas de artesanato como miçangas, strass, botões, etc. Ótimo para as Lolitas artesãs de plantão.


Uma outra ideia também usada para artesanato é usá-las para guardar fitas de cetim enroladinhas.


A primeira vez que eu vi uma caixinha de Tic Tac sendo usada assim foi num arquivo que meu namorado me enviou com várias dicas de reciclagem, porém esta imagem foi retirada do blog Ansiosa para casar.

E a quarta ideia é usá-la para fazer lembrancinhas de festas.


Achei a ideia supergraciosa com coelhinho de biscuit e confetes de chocolate dentro da caixinha. Retirada do site Re biscuit .

Você tem alguma outra ideia sobre o que fazer com estas caixinhas?
quinta-feira, 17 de maio de 2012

Um conto de inverno/ A winter tale



            Ela não era a garota mais bela e mesmo assim tinha alguns pretendentes, mas nenhum lhe interessava. Apreciava sua própria companhia, gostava de atividades solitárias. Adorava observar e fotografar o ambiente ao seu redor. Seus amigos eram os livros e os fenômenos da natureza. A propósito, a natureza era algo que ela muito apreciava, gostava de se sentir parte dela.
            Certo dia, no fim do outono, ela viu o inverno chegar. Mas não como a maioria das pessoas vê, percebendo a temperatura cair e a neve repousar sobre tudo ao redor. Ela o viu de uma forma que apenas uma pessoa extremamente sensível poderia ser capaz de ver. O inverno personificado num cavalheiro muito pálido, de cabelos claros e trajes elegantes; que fazia tudo ficar branco e gelado por onde passava, como uma criatura mítica.
            Ele lançou um olhar solene e ficou a certa distância a observando, até chegar ao ponto de saber quantas vezes ela respirava ao longo do dia, cada gesto, cada pensamento, cada detalhe... Ela sabia de sua presença ali, mas não se importava. Se já havia observado o inverno tantas vezes por que ele não poderia observá-la também?
E assim ficaram observando um ao outro, encantados, hipnotizados. E então, antes que a primavera pudesse chegar e estragar com doçura e beleza toda a frieza do inverno ela decidiu juntar as últimas fagulhas de sua coragem e agir. Caminhou até ele e o abraçou e deixou que a frieza a percorresse; e dessa forma ela se tornou parte do inverno. Ele passou a leva-la por onde quer que fosse.
É bem certo que ela já tenha nascido com um pedacinho do inverno dentro de si e quando o viu apenas reconheceu aquilo que sempre foi seu.

She wasn’t the prettiest girl nevertheless she had some swains, but none interests her. She enjoyed her own fellowship, liked solitary activities. She loved to observe and photograph the environment around her. By the way, she really appreciated the nature and liked to feel part of it.
One day on autumn end she watched winter coming. But not like the most of people see, noticing the temperature getting down and the snow falling on everything. Winter was personified like a very pale gentleman, with light hair and elegant clothes; who made everything white and cold wherever he passes, like a mythical creature.
He looked at her solemnly and stayed a bit far observing for some time. Until know how many times she breathed during a day, each action, each though, each detail… she knew he was around here, but didn’t mind. If she had observed the winter many times why couldn’t he observe her too?
So they observed each other, enchanted, hypnotized. And so before spring could come and ruin the winter coldness with all her sweetness and beauty, she encouraged and acted. Walked to him and hug and let his coldness travel her body; so this way she became a part of him.
Surely she was born with a piece of winter inside of her and when she saw him she recognized what always was hers.

Imagem/ Picture: Tumblr
quarta-feira, 16 de maio de 2012

Anestesia/ Anesthesia




Vivemos numa época em que se procura sempre uma fuga da dor e uma busca incessante por anestesias. Quando se perde um amor, um emprego, quando algo chateia foge-se para o álcool, as festas, as drogas, compras, chocolate... Para qualquer prazer que nos faça esquecer da dor, como se isso fosse fazê-la desaparecer, mas ela estará sempre lá quando você voltar. A fuga não aniquila.
            Se por um dia as pessoas fossem capazes de se deparar com as suas próprias dores e dizer “Ei, eu sei que vocês existem, eu sei que vocês estão aí e apesar do meu medo eu vou enfrentá-las ao invés de fugir” talvez elas adquirissem coragem o suficiente para lutar todos os dias; e talvez com o tempo as dores passem a temê-las e não mais importunassem.
            Eu tentarei estar desperta para quando as minhas dores chegarem, admitir que são oponentes fortes e lutar bravamente. Tentarei me livrar de todas as anestesias. Eu quero estar desperta.

            We live in an age which people always run away from pain and search aesthesis incessantly. When someone loses a love, an employment, when something bores… so a person run to alcohol, party, drugs, shopping, chocolate… Anything that can please them and make forget the pain, like it was possible make this disappear, but it will be there when you go back. The escape doesn’t unmake.
            If for one day people would be able to encounter their pain and say “hey, I know you exist, I know you’re here and I’ll fight against you although my fear! I won’t escape!” Maybe they have courage to fight the pain every day; and maybe the pain would have fear of people.
            I’ll try being awake to when pain comes to me, having courage to admit it’s a strong enemy and I’ll fight bravely. I’ll try discarding my anesthesia. I want to be awake.


Imagem/Picture: We heart it

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