sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Como foi meu caminho na espiritualidade/ A bit about my spiritual path

 Eu comecei com alguns stories no Instagram, gravei um vídeo sobre o Imbolc, que foi o primeiro sabá que eu comemorei esse ano e quanto mais eu falo sobre esses assuntos, mais as pessoas têm se mostrado interessadas. Eu tenho me esforçado para sempre que trazer algum conteúdo desse gênero trazer com um bom referencial teórico, contudo, o texto de hoje não exige um referencial teórico, uma vez que eu vou falar sobre a minha própria vida e a minha própria experiência. E para falar sobre esse assunto eu vou ter que resgatar fatos sobre a vida desde a infância.

I started recording some Instagram stories, then I recorded a video about Imbolc, that was the first sabbath I celebrated this year and the more I talk about these issues he more people have been interested. I have tried to always do my best when I bring these kinds of content, having a bibliographic reference, but today I don’t need one, once I will talk about my own life and experience.




Meus pais nunca foram casados, eles tiveram um relacionamento e eu então eu nasci, algum tempo durante a gestação ou logo depois que eu nasci, eles se separaram. Eu fui criada pela minha mãe e pelos meus avós maternos. Eu tive uma formação católica, eu fui batizada na igreja católica e fui ensinada pelos meus avós e minha mãe orações e práticas correspondentes ao catolicismo; porém a minha família sempre foi bem liberal e era permitido conhecer outras práticas e explorar outras religiões e conhecimentos diversos.

Minha mãe era membro da Ordem Rosa Cruz, inclusive quando ela engravidou de mim, ela fez o curso de grávidas da Rosa Cruz, que segundo o que dizem auxilia na evolução espiritual da criança que vai nascer, eu não posso dizer com 100% de certeza que essa foi a razão para eu me interessar por estudos místico e nem acho que isso me fez evoluir mais do que outras pessoas, não existe uma competição da evolução espiritual. Meu pai nunca escondeu seu fascínio pelo ocultismo, especialmente a Bruxaria; mas eu não tive um bom relacionamento com o meu pai em boa parte da minha vida, contudo eu tenho muita gratidão pelo que ele me ensinou nesse caminho.  

My parents were never married, they had a relationship and I was born. Sometime during the pregnancy or when I was a baby they broke up. I was risen by my mother and my grandparents. I had a catholic formation, I was baptized and taught how to pray and how to do things like a catholic believer by my mother and my grandparents, although my family was always very liberal and it was allowed knowing other religions and all type of knowledge.

My mother was member of the Rose Cross Order and when she was pregnant with me, she did their course for future mothers and they say this helps in the baby’s spiritual evolution, I can’t give you 100% guarantee that this was the reason why I was interested about spiritual stuff or either that it made me evolve better than other people, because I don’t think this was what happened, there’s no competition about spiritual evolution. My father never hid from anyone he loved occultism and witchcraft; I didn’t have a good relationship with my father most part of our lives, but I’m thankful for everything he taught me in this path.


(Minha mãe e eu/ My mum and I)

Quando criança eu comecei a perceber que eu tinha uma intuição muito aflorada, e creio que minha mãe também o percebeu. Às vezes eu dizia coisas que acontecia, eu tive algumas experiências com o paranormal. Meu pai às vezes me ensinava algumas coisas sobre magia quando ele vinha me visitar, às vezes eu seguia e às vezes não. Minha mãe também, eventualmente, me ensinava algumas coisas que ela tinha aprendido na Rosa Cruz ou em algum momento da vida. Ela também tinha suas formas de fazer “feitiços” e ainda tem.

When I was a child, I noticed my intuition was very strong, I assume my mum also noticed that, and I had some experiences with the paranormal. My father sometimes came to visit me, sometimes he taught me something about magic that I could do when I was on my own but I didn’t do it if I didn’t feel like. My mum also taught me things she had learnt in the Rose Cross Order, and she had (still has) her ways of making “spells”.

 

No início da minha pré-adolescência eu senti uma grande necessidade de me adentrar no caminho da magia e da bruxaria, então eu comecei a ler diversos livros sobre o assunto e praticar exercícios que pudessem me ajudar com isso. O meu relacionamento com o meu pai estava bem melhor nessa época, então eu costumava passar mais tempo com ele e com isso eu passei a aprender mais sobre magia. Eu também fiz curso de tarô nessa época, o que me foi muito benéfico e eu cheguei a trabalhar como taróloga durante a minha adolescência.

Algo que marcou o início da minha adolescência foi o meu desligamento com a religião católica, embora eu estudasse magia e lesse sobre a Wicca, eu ainda me considerava católica, mas cada vez mais eu percebia que tinha menos afinidade com a doutrina, tanto que eu me recusei a participar do último ano de catequese e não fiz primeira comunhão e quando eu comecei a estudar sobre a santa inquisição na escola eu decidi que aquela era “a gota d’água”. Eu não queria participar de uma religião que tinha matado e torturado milhões de pessoas na Idade Média. Claro, que esse era o meu pensamento de quando eu tinha treze anos e eu tinha muita revolta com o catolicismo, hoje eu respeito o catolicismo por ter sido parte da minha história e por ter me dado uma base para quem eu sou, mas desde os treze anos eu não me considero mais católica.

In my early teenage I had this need of getting inside this magical and witchy path, so I decided to read lots of books about that, researching about this issue and doing some exercises that would put me connected to this. My relationship with my father was good that time, we spent some time together, he taught me things about magic and witchcraft. I also took tarot lessons that time and I even worked as a tarot reader when I was teenager.

Something markable about this time was that I left catholic religion. Even studying about magic, wicca and witchcraft I still considered myself as a catholic person, but I didn’t feel like a catholic believer anymore. When I started studing medieval age history at school and I read some articles about the holy inquisition, I was so disgusted about that, I couldn’t believe how many people they killed because of religion. I didn’t want to be part of a religion that had killed millions of people. Of course, this was my teenage way of dealing with things, I was rebel against Catholicism, nowadays I respect it, specially for being part of who I was in my first decade of life, but I don’t call myself catholic anymore, since I was thirteen.  




No fim da minha adolescência eu me desliguei totalmente de tudo o que fosse relacionado à magia ou religião. Inclusive eu me desfiz dos meus livros, o que eu me arrependo, mas eu acredito que eu precisava muito desse momento na minha vida. Eu tive transtorno psicótico no fim da minha adolescência, creio que um ano depois de ter me desligado totalmente da magia e da bruxaria, e eu me lembro de ter ouvido de mais de uma pessoa nessa época que a razão para eu ter tido isso foi porque eu estava negando o meu caminho. Eu não posso dizer com certeza se essa foi a razão do meu transtorno, mas foi com certeza um marco na minha vida. Eu me tratei do meu transtorno psicótico com medicamentos indicados pelo psiquiatra e psicoterapia, eu não fiz uso de magia para me curar. Eu estava muito determinada a sair daquela situação, eu não queria continuar doente. Eu seguia todas as ordens médicas com uma disciplina que eu nunca tinha tido anteriormente e eu procurava sair daquela situação com toda a força que existia em mim. Foi cerca de um ano e meio até que eu estivesse curada e livre da medicação.

In my late teenage, I decided I wouldn’t be connected to anything related to religion or spirituality. I even sold my magic and witchcraft books - I still regret of doing that, but I really need that break. I also had psychotic disorder. I think it happened around one year after I decided to “break up” with witchcraft, I remember hearing, from more than one person, the reason why I had that it was because I was denying my path. I can’t tell you that was the reason why I had psychotic disorder, but it definitely changed my life. I went to the doctor; I took pills they prescribed to me and I had psychotherapy. I didn’t heal myself using magic. I was so determinate to get away from that situation, I didn’t want to keep being ill. I followed the treatment with discipline and I used all the strength I had. It was one and half years until I was totally healed and I could stop taking pills.  

 Muitos anos depois de ter me curado do meu transtorno psicótico foi que eu decidi retornar esse caminho, eu sentia necessidade de me conectar espiritualmente porque eu sentia que o ateísmo ou agnosticismo não eram o caminho certo para mim, pois eu sentia que existia algo mais agindo sobre a minha vida, uma energia maior com a qual eu precisava me conectar e assim, pouco a pouco, eu fui retomando o meu caminho dentro da magia.

Many Years after being healed of my psychotic disorder I decided to return to the magical way, I felt I needed that spiritual connection because I didn’t feel like an atheist or agnostic person, because I felt there was some kind of energy acting over me and I needed to be connected to that and bit by bit I started being connected to the magical path again.

(Um breve vídeo falando sobre o assunto/ A brief video talking about this)

 Eu ainda estou me descobrindo nesse caminho e eu acho que as descobertas não terminam enquanto eu estiver viva e eu apenas sigo o meu fluxo, conforme eu acho necessário, me afastando ou me aproximando conforme a minha própria demanda.

I’m still discovering myself and I think I will Always be in this discovering process until the day I die. Sometimes I feel I need to be closer, sometimes I need to further and I keep doing it in the way I demand.

4 comentários:

  1. Gostei bastante de ler sobre a sua jornada. E essa sua foto pequeniniha é uma fofura!

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  2. Interessante seu relato. O ideal é nos conectarmos com o transcendente.

    Boa semana!

    O JOVEM JORNALISTA está em Hiatus de verão entre 05 de fevereiro e 08 de março, mas não deixaremos de comentar nos blogs amigos. Também tem posts novos no blog.

    Jovem Jornalista
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    Até mais, Emerson Garcia

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    Respostas
    1. Concordo. Existem inúmeras formas de conexão com o transcendental.

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