sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

[AF&LBN] O que eu aprendi sobre realizar sonhos



O tema me foi sugerido pela Carolina do blog Dias de Chá no nosso amigo secreto do AF&LBN.

Eu não sei se eu sou uma especialista no assunto, mas eu tentei fazer o melhor para mostrar o que eu aprendi e compartilhar com vocês. O que eu escolhi foi tentar trazer algumas dicas do que você pode fazer no caminho até o seu sonho.



- Se você tem um grande sonho, a energia que você emana ao universo é essencial. Parece algo tolo e místico, mas eu acredito que desejar lança uma energia especial ao universo.

- O primeiro passo que você pode dar nesse longo caminho é se informar sobre o que fazer. Nos dias de hoje o que não falta é fonte de informação então saiba como fazer, onde, qual a melhor forma...


- Além de buscar informações é essencial que você tenha um bom banco de contatos, ou seja, se aliar às pessoas que podem contribuir para a sua realização.


- Não coloque o dinheiro como a sua única prioridade. É claro que dinheiro é importante no mundo capitalista, mas é preciso fazer algo que dê prazer e não focar apenas na possibilidade de ficar milionário com a sua ideia, por mais genial que ela seja. Mesmo porque dependendo do que você esteja sonhando o dinheiro pode demorar bastante para entrar na sua conta. 


- Entenda que é preciso começar por baixo. Mesmo que o seu sonho seja ser chefe executivo de uma empresa é bem provável que você comece num cargo bem inferior a isso, mas aceite e lute pelo que você acredita a cada dia.

- As coisas podem demorar mais do que você imagina e com isso muitas pessoas pessimistas podem te influenciar a desistir, mas se você realmente quer persista!

- Uma hora aparece uma fada madrinha ou uma ocasião inesperada quando você menos imaginar e vai fazer com que tudo se torne real e você nem vai acreditar que tudo estará acontecendo e é bem provável que somado a isso venha uma porção de outros bônus que você nem imaginava.

- Por último eu gostaria de dizer que é importante demonstrar gratidão por ter conseguido realizar o seu sonho e não se esquecer de toda a trajetória.


 
 Imagem: We heart it
 

 

sábado, 6 de dezembro de 2014

A véspera de natal





Era véspera de Natal, e nada na casa se movia,
Nenhuma criatura, nem mesmo um camundongo;
As meias com cuidado foram penduradas na lareira,
Na esperança de que Papai Noel logo chegasse;
As crianças aconchegadas, quentinhas em suas fronhas,
Enquanto rosquinhas de natal dançavam em seus sonhos;
Mamãe com seu lenço, e eu com meu gorro,
Há pouco acomodados para uma longa soneca de inverno;
Quando no jardim começou uma barulhada,
Eu pulei da cama para ver o que estava acontecendo.
Para fora da janela como um raio eu voei,
Abri as persianas, e subi pela cortina.
A lua no colo da recém-caída neve,
Dava um lustro de meio-dia em tudo em que tocava,
Quando, para meus olhos curiosos, o que apareceu:
Um trenó miniatura, e oitos renas pequenininhas,
Com um motorista velhinho, tão alerta e muito ágil,
E eu soube, na mesma hora, que era o Noel.
Mais rápido que uma águia vinha pelo caminho,
E assobiava, e gritava, e as chamava pelo nome;
“Agora, Dasher! Agora, Dancer! Agora, Prancer e Vixen!
Venha, Comet! Venha, Cupid! Venham, Donder e Blitzen!
Por cima da sacada! Para o topo do telhado!
Agora fora, depressa! Fora todos, bem depressa!”
Como folhas revoltas antes do furacão,
Sem encontrar obstáculos, voaram para o céu,
Tão alto, acima do telhado voaram,
O trenó cheio de brinquedos, e Papai Noel nele também.
E então num piscar de olhos, ouvi no telhado
O toque-toque e o arrastar dos casquinhos.
Como um desenho em minha cabeça, assim que virei
Descendo a chaminé Papai Noel vinha resoluto
Todo vestido de peles, da cabeça até os pés,
E com a roupa toda manchada de cinzas e carvão;
Um saco de brinquedos em suas costas,
Parecia um mascate ao abrir o saco.
Seus olhos – como brilhavam! Suas alegres covinhas!
Suas bochechas como rosas, seu nariz como uma cereja!
Sua boquinha sapeca curvada para cima como num arco,
A barba em seu queixo tão branca como a neve;
O cabo do cachimbo bem preso em seus dentes,
A fumaça envolvendo sua cabeça como uma guirlanda;
Tinha um rosto redondo e uma barriga grande,
Que sacudia, quando ele sorria, como uma tigela de geléia.
Era gordinho e fofo, um perfeito elfo velhinho e alegre,
E eu ri quando o vi, sem poder evitar;
Uma piscada de olhos e um meneio de cabeça,
Na hora me fizeram entender que eu nada tinha a temer;
Não disse uma só palavra, mas voltou direto ao seu trabalho,
E recheou todas as meias; então virou no pé,
E colocando o dedo ao lado do nariz,
Acenando com a cabeça, a chaminé escalou;
Pulou em seu trenó, ao seu time assobiou,
E para longe voaram, como pétalas de dente-de-leão.
Mas ainda o ouvi exclamar, enquanto ele desaparecia
“Feliz Natal a todos, e para todos uma Boa Noite!”

Clement Clarke Moore

Assistindo a um especial no canal H2 que contava sobre a História do Natal eu fiquei sabendo desse poema escrito por Clement Clarke Moore, um professor de literatura que viveu entre os séculos XVIII e XIX e que basicamente instituiu a tradição do Natal como existe hoje. O título original do poema é "The night before Christmas". Vou ficar devendo o nome do tradutor. 

O motivo pelo qual eu escolhi esse poema para o post de hoje, além do fato de eu tê-lo achado lindo, foi porque todos já estamos no clima maravilhoso do Natal e achei que essa seria uma possibilidade de trazer ainda mais o espírito natalino aos meus leitores.
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