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domingo, 3 de maio de 2015

Minhas escolhas profissionais



Além do mês das noivas e mês das mães, maio também é o mês dos trabalhadores e uma das propostas de votação para o tema do mês de maio no AF&LBN era profissão. Infelizmente o tema não ganhou, mas eu decidi escrever sobre esse tema mesmo assim. 


Quando eu era criança eu quis ter uma infinidade de profissões, quis ser veterinária, astronauta, estilista, policial, juíza, restauradora de quadros... Mas nunca quis ser jornalista. O motivo era muito claro para mim, minha mãe era jornalista e trabalhava muito e eu pensava “Jornalista não tem tempo para ficar com os filhos.”, mas não era a única razão pela qual eu não queria ser jornalista, mas também por ter de ver minha mãe fazer reportagens investigativas e receber ameaças ou ter de fazer coberturas de rebeliões em presídios. Lembro-me de ouvi-la dizer que numa dessas ocasiões de rebelião ela teve de passar por um corredor rodeado de presidiários armados e a faça de um deles passou tão perto dela que puxou um fio da blusa que ela estava usando. Conseguem imaginar o quanto isso é desesperador para uma criança ouvir? Ainda não estou bem certa se quero ser mãe ou não, mas escolhi não ser jornalista justamente para não ter de fazer meus filhos passarem pelo desespero de saber que a mãe está numa situação dessas. Mas é lógico que eu admiro minha mãe, não apenas como a profissional incrível que ela é, mas também por ser a mãe dedicada e maravilhosa que sempre foi.
            Quando me tornei adolescente descobri minha paixão por literatura e filosofia, ainda não tinha muita certeza da profissão que eu queria seguir, mas eu gostava muito de ler e escrever e sonhava em algum dia publicar um livro. Essa também foi minha época de descobertas religiosas, em que pouco a pouco fui abandonando a religião católica e me interessando por temas místicos, que constantemente estavam presentes nas minhas histórias e ainda estão até hoje. Meu primeiro emprego foi como colunista no jornal que minha mãe trabalhava na época e eu escrevia sobre esse tema que tanto me interessava, misticismo. Eu adorava o fato de que algumas pessoas vinham conversar comigo sobre aquilo que eu tinha escrito e elogiavam o fato de eu escrever bem com tão pouca idade. Inclusive alguns professores do colégio o faziam e isso me motivava ainda mais na proposta de um dia publicar um livro.
            Quando terminei o Ensino Médio, algum tempo depois na verdade, eu comecei a fazer psicologia e eu realmente acreditava que me daria bem nessa profissão e nessa época eu praticamente não escrevi nada. Quando eu estava no fim do terceiro semestre da faculdade eu fiquei doente, consegui terminar o semestre com alguma dificuldade e no começo do semestre seguinte eu decidi parar, pois não tinha mais condições de continuar e nessa época eu percebi que psicologia não era pra mim e no fim do ano eu prestei vestibular novamente, quando eu já estava bem melhor de saúde, dessa vez para Letras, movida pela minha paixão por literatura. Eu não tinha a intenção de ser professora, mas sim escritora. Eu me encontrei em Letras, ainda mais nos estudos sobre literatura. Algumas vezes eu tive dúvida se tinha feito a escolha certa por questões financeiras, mas, sabe, o dinheiro é só um detalhe quando você ama o que faz.
            Eu não atuei muito como professora, mas o suficiente para saber que é um trabalho árduo, mas ao mesmo tempo recompensador. Atualmente estou atuando como pesquisadora, mas daqui um ou dois anos eu retorno para a sala de aula. Ah, e o mais importante de tudo, eu consegui realizar o meu sonho de publicar meu primeiro livro, e claro que quero publicar muitos outros. Acho que depois que eu comecei o mestrado meus medos e inseguranças em relação à minha carreira diminuíram bastante. Hoje eu me sinto bastante realizada com a profissão que escolhi. 

 Imagem: We heart it

4 pérolas:

Betty Gaeta disse...

Oi Luana,
acho difícil escolher a carreira na primeira tacada. Eu fiz 3 anos de engenharia e larguei. Sou formada em direito, mas antes disto fiz comunicação visual, que é a área que mais gosto. Fiz direito para sustentar minha filha, precisava de $.
Acho que tudo o que vc aprendeu de psicologia vai ajudar na carreira literária.
com certeza vc vai ser bem sucedida.
Bjs

Aninha disse...

Eu na realidade entrei na minha profissão sem querer.
Vi a minha nota do ENEM, escolhi um curso que batia "Análise e Desenvolvimento de Sistemas". E é isso aí rs.. dei sorte pois é com o que trabalho e eu amo o que eu faço. Meu marido fez história, depois fez "Sistemas para Internet" e hoje é programador. Boa sorte com os livros e com as aulas! Espero brevemente ver uma obra sua ^-^

Ichigo disse...

Nossa, foi uma aventura mesmo! E imagino como sua mãe deve ser corajosa!

Eu quero comprar seu livro ainda esse ano, mas seria mais legal se eu conseguisse autografado ;^;~

Escolher uma profissão é complicado, fiz Biologia mas acabei desistindo da profissão, estou tentando Logística, por causa do retorno mais rápido. Mas ainda não é isso que eu quero. Bem bacana seu texto, realmente vc tem talento para escrita :)

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