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Uma dama que aprecia arte em todas as suas formas. Repleta de sonhos, imaginação e poesia.

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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Para que serve a arte?

Em meio a um dos maiores eventos tecnológicos imagináveis, com o patricocínio de uma longa lista de empresas incentivando as inovações tecnológicas e buscando os possíveis gênios, se caminha por entre algumas mesas e encontra um grupo de campuseiros com pincéis e tinta ou com peças tão pequenas para terminar um minuscioso trabalho artesanal. 
A arte e a tecnologia se unem ao redor de um casemod. Em tempos de grande evolução tecnológica, em que se prioriza a praticidada, a industrialização parece pisotear a arte. Afinal por que fazer artesanato numa época de produção em massa? Para que serve a arte?
Eu tive a oportunidade de acompanhar parte da confecção de um dos casemods apresentados na Campus Party, o Charizard. O processo não foi muito diferente do trabalho de outros escultores que eu já acompanhei, que fazem nascer criaturas da matéria bruta. E qual a função da escultura afinal? Se não simplesmente despertar a apreciação? E por que o escultor precisa exercer sua função se afinal a sociedade sobreviveria sem sua arte?
O artista em questão precisa consciliar sua arte com o trabalho de oito horas diária e o deslocamento cansativo entre o trabalho e a casa. Mas a arte é importante e por isso é preciso dedicar-se diariamente a ela. Não apenas para que se ganhe a premiação do concurso de quem tem o computador mais estilizado, mas porque a própria proposta do casemod demonstra o desejo da individualidade. Seja colando adesivos na CPU ou construindo uma escultura de dois metros de altura.
Não basta que o computador tenha a sua função primordial é preciso que ele represente a personalidade de quem o obtém e a arte chega a um ponto que a capacidade da máquina já não importa tanto quanto a sua estética e tudo o que ela representa. A arte é colocada à frente da tecnologia.
Quando eu chego à Campus Party e me deparo com a exibição de casemods é um daqueles momentos que eu consigo perceber que há algo além de números, de oito mil pessoas que compõe a engrenagem desse grande evento, mas que há indivíduos, sonhos e imaginação. Que há pessoas e projetos incríveis. E que o ser humano ainda é mais importante que as máquinas. 

#EscreviNaCampus

3 pérolas:

Casemonstro disse...

Parabéns, muito bom o texto. Emerson esta de parabéns pelo trabalho realizado.

Gostei muito do texto, nos dá uma ideia do quanto é trabalhoso viver e fazer arte, não conhecia muito todo esse universo que vc esta trazendo em seu blog, muito bom aprender :)

Ichigo disse...

Gostei da sua reflexão. Infelizmente a arte é muito desvalorizada por aqui... ainda mais se é feita no papel - algo tão descartável.
Achei fantástico que no caso desse trabalho que você expôs é arte em cima de algo produzido em série, como se fosse algo... inverso :3

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