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domingo, 5 de julho de 2015

Joana e eu/ Joana and I




Na casa onde eu cresci morávamos meus avós maternos, minha mãe e eu. Se havia alguma coisa garantida na minha casa era que sempre haveria algum animal de estimação, especialmente gatos. Meu avô adorava gatos e transmitiu aos filhos e netos essa paixão. Quando eu nasci ele tinha um casal de gatos que se chamavam João e Joana. Logo que minha mãe ficou grávida o João não gostou nenhum pouco. Ele era muito apegado a minha mãe e sentia que tinha alguém roubando a atenção dele. Em uma das fotos em que a minha mãe estava grávida exibindo o barrigão ele pulou na frente da câmera todo enciumado. A foto está no álbum com as minhas fotos de quando eu era bebê, mas eu não tenho lembranças do João, exceto uma que eu consigo resgatar na minha mente que foi um pouco antes de ele morrer. Ele tinha se envolvido numa briga com outro gato e ficou muito ferido e ficava dentro de uma caixa onde meu avô dava remédios e cuidava dele. Não me deixavam chegar perto, provavelmente para eu não me chocar com a cena.
Com a Joana a situação foi diferente, sempre tivemos uma conexão especial. O engraçado é que minha mãe queria que meu nome fosse Joana, em homenagem a minha tataravó, que minha mãe considera uma heroína. Eu teria o mesmo nome da gata. A Joana, gata, também foi uma heroína para mim. Ela sempre estava por perto cuidando e protegendo. Há dois fatos interessantes que minha mãe sempre conta e que envolvem essa gata. O primeiro aconteceu quando eu era recém-nascida. Existe uma espécie de mariposa que algumas pessoas acreditam que seja capaz de fazer adoecer os bebês que ainda não são batizados e que chamam vulgarmente de bruxa. Um dia uma dessas mariposas estavam sobrevoando o meu berço enquanto minha mãe estava dormindo. A Joana saltou sobre o berço para pegar a mariposa e caiu sobre a cômoda quebrando um abajur, minha mãe acordou assustada com o barulho e só então percebeu o que havia acontecido. Não sei se a mariposa ia me fazer adoecer ou se a Joana acreditava nisso, mas ela enxergou perigo naquela situação e decidiu reagir. O segundo fato aconteceu quando eu comecei a andar e eu estava indo ao encontro da minha mãe na cozinha. Naquela ocasião havia uma cobra havia entrado em casa e ninguém havia percebido e ela estava entre a sala, onde eu estava, e a cozinha. Quando a Joana percebeu ela se deitou sobre a cobra, esticando todo o corpo para que eu não pisasse nela e ela não me picasse. Eu passei para a cozinha sem que nada me acontecesse. Minha mãe estranhou o que a gata estava fazendo e só então percebeu a cobra e chamou alguém para se livrar dela.
Eu só tenho conhecimento desses dois fatos narrados pelo fato da minha mãe contá-los, mas eu me lembro de outro fato interessante que eu vivi com a Joana. Eu tinha cinco anos e adorava brincar com terra e numa dessas ocasião eu fiquei com um bicho-de-pé no meu pé. Esse problema era resolvido esterilizando uma agulha de costura e a usando para retirar o bicho que estava alojado debaixo da pele, mas isso era um processo bem doloroso e eu não estava disposta a contribuir. A minha mãe me segurou para não fugir enquanto minha tia tentava tirar o bicho com a agulha. Eu comecei a chorar escandalosamente e assim que a Joana ouviu ela tentou me socorrer, me puxando pela roupa e arranhando e mordendo minha tia e minha mãe já  ele enxergava como as causadoras do meu sofrimento. E ela ficou repetindo isso até que elas me soltassem e eu parasse de chorar para que ela pudesse ter certeza de que eu estava bem.  
Quando eu nasci a Joana já estava há alguns anos na minha família e ela morreu de velhice quando eu estava com oito anos. Foi muito triste perdê-la. A Joana foi uma gata incrível! Eu tive outras experiências maravilhosas com outros gatos também, mas nenhuma assim tão intensa e tudo isso fez fortalecer em mim essa paixão pelos gatos. Eu simplesmente não consigo compreender como alguém pode não gostar desses animaizinhos tão adoráveis ou achar que os gatos não são capazes de amar ou de demonstrar afeto pelos donos. Creio que as pessoas que dizem isso são extremamente insensíveis e incapazes de saber o que é amor verdadeiro. E quando me questionam por que eu gosto tanto de gatos e mesmo tendo alergia eu não largo deles, bem, é por essas e outras coisas.

PS: Vou ficar devendo a foto da Joana porque infelizmente não tenho nenhuma no meu álbum.

            In the house where I grew up I lived with my mother and my maternal grandparents. If there was one certain thing in my home was that there would always be some pet, specially cats. My grandfather loved cats and taught this love to the sons and grandsons. When I was born he had a couple of cats named João (the male one) and Joana (the female one). When my mother became pragent João disliked it. He loved my mom and thought that the little crature inside her was stoling all the attetion. There’s one photo in my babyhood album when my mother was pragnat and showing her big belly and he jumped in front of the camera, he was jealousy. But I don’t remeber him, except for one memory just before he died. He had a fight with another cat and was so injured. My grandfather kept him into a box where he medicated him and dressed his wounds.
            Between Joana and I the relationship was different. There’s a funny fact about us. My mother wished my named was Joana in honor of my great-grandmother who she see like an heroine. I would have the same name of the cat. Joana, the cat, was also na heroine. She was always taking care and protecting me. There were two happenings that my mother oftenly tell me and they’re about this cat. The first one was when I was a newborn baby. There’s a kind of moth which some people belive it can make non-baptized babies sick and they call it witch. One of these moths was flying over my cradle and Joana Jumped, catch the moth,  fell on the dresser and broke a lamp. So my mother woke up and noticed what she had done. I don’t know if the moth would make me sick or if Joana believed in it, but she saw a dangerours situation and acted. The second one happened when I was learning to walk. My mother was in the kitchen and I was walking to her, but I snake had entered in my home and nobody had noticed. It was near the kitchen and when Joana see that I would step on it. She laid on the snake and stretch the body and kept this position untill my mother saw and  asked to someone throw the snake away.
            I just can know about this happenings because my mother told me, but I remeber one interesting situation wich I lived with Joana. I was five and loved play with earth and one day I got chigoe into my foot. To resolve this problem, normally someone sterilized a sew needle and try to remove it from the underskin. It was painful and I was not inclined to do it. My mother hold me while my aunt tried to take the chigoe out. I cried loudly and Joana came to save me. She bitten and scracthed my mother and my aunt and pulling me by the cloth. repeating this until they let me free, I stoped to cry and she was sure that I was fine.
            When I was born Joana has being with my family for many years and when I was eight she was very old and died. It was a very sad happening. Joana was an amazing cat! I had many happy situations with other cats but nothing as wonderful as what a lived with her and everything made me love cats. I can’t understand why someone dislikes theses lovely pets or thought they’re not able to love humans. When someone says me it I think this person is totally unfelling and can’t see true love. When someone asks me why I love cats so much and don’t be away from them even being allergic I answer that it’s because of everything I lived.

PS: Unhappilly I had no photo of Joana in my album.

6 pérolas:

Linda narrativa, imaginei até os cenários :)
A Joana foi como um anjo da guarda pra você. Gatos são mesmo especiais, a daqui de casa é muito dengosa e carente, se você estiver de braço cruzado no sofá, ela entra em baixo com força para que você faça carinho nela, é engraçado!
Ah, e por aqui tem dessas "bruxas" aos montes, rsrs
Bjs

Jenny C. disse...

Achei sua história com a Joana muito linda. Gosto muito quando você conta essas experiências que teve com gatos. Também não entendo esse sentimento geral de que gatos são insensíveis e outras baboseiras... convivi com gatos maravilhosos e super carinhosos na infância. Eu não sabia que havia essa crença em torno das bruxas!

Bjs

Que linda história ♥
emocionou.
como é bom esse contato com os animais,são momentos,emoções e experiências que levamos pra vida toda.
bjos

É incrível como esses pequenos acabam se tornando parte da família, muito bonita sua experiência com gatos :)

Nana disse...

Também não entendo como pessoas podem não amar gatos. Amo suas narrativas e essa com certeza virou minha favorita. você lembra de como Joana era esteticamente? Fiquei curiosa em saber, imaginei ela como um gato preto de olhos amarelos como o sol *-*

Oi, Nana! Que bom que gostou da narrativa. A Joana era rajada/trigrada com olhos verdes.

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